Crítica: Insurgente (livro x filme)

Hello, guris e gurias deste meu amado Word Press!

Como disse, na quarta-feira fui à pré-estreia de Insurgente aqui na minha cidade (sessão às 22:30! Alguém já viu isso?!) e hoje vim aqui cumprir minha promessa de fazer uma resenha no estilo livro x filme! Para isso, tive ajuda da minha querida linda amada adorada fofíssima amiga, Flávia Six, que foi ao cinema comigo e foi parceira tanto com as indignações – que foram muitas – quanto com os raros momentos em que falamos “é isso aí!”.

A Flávia faz faculdade comigo e pedi a ajuda dela neste post em especial porque ele teve condições de reler os dois primeiros livros da trilogia Divergente antes da estreia de Insurgente e, por isso, estava com os acontecimentos mais frescos na memória do que eu, que reli os livros da série no começo do ano passado, para ler Convergente. Antes do filme começar, fizemos uma sessão remember para recordarmos dos livros e já nos prepararmos para quase termos alguns bons ataques cardíacos com o filme, já que muita coisa foi alterada no roteiro de Divergente – só dava para esperar o mesmo com sua sequência, não é?

fonte: we heart it

So, shall we begin? A crítica a seguir contém spoilers.

Insurgente começa do mesmo ponto que Divergente terminou – com Tris, Quatro, Caleb, Marcus e Peter fugindo da cidade para as plantações da facção da Amizade. Lá, eles pedem abrigo a sua líder, Johanna (interpretada pela maravilhosa Octavia Spencer), e o conseguem com a condição de que eles devem ajudar com as tarefas da facção e, particularmente Tris, Quatro e Peter (Miles Teller), controlarem seu temperamento forte de membros da Audácia.

Podemos perceber as diferenças entre filme e livro logo no começo. A Flá fez a lista a seguir com o que mais nos irritou decepcionou indignou enquanto assistíamos o filme e eu, com a permissão dela, acrescentei alguns pontos.

  • Tanto eu quanto a Flá temos uma certa relutância para não dizer outra coisa com as habilidades de atuação da Shailene Woodley, principalmente quando estamos falando sobre sua interpretação da Tris. Não sei se isso acontece porque está escrito no roteiro em si ou porque é o que o diretor Robert Schwentke pede para que ela faça assim ou se é ela que vê a Tris como aquela garota que vemos no cinema. Só sei que a Tris que tanto eu quanto a Flá imaginávamos não era daquele jeito. Sentimos que a interpretação de Woodley é exagerada e, em alguns momentos, chega a ser forçada – como nos movimentos que ela faz quando pede ajuda aos moradores da Amizade;
  • O corte de cabelo da Tris! Podem me nos chamar de chatas, mas nos irrita quando coisas improváveis acontecem, como o cabelo da Tris que fica perfeitamente cortado e com as luzes estilo Ana Maria Braga. Foi ela que cortou, não devia ficar tão “acabei de sair do salão”.
  • Sentimos muita! falta da parte que a Amizade droga a Tris depois que ela briga com Peter. É uma das nossas partes preferidas, mas entendemos que não tem como colocar tudo no filme infelizmente.
  • Outra parte bem surreal é a cena em que a Tris, o Tobias e o Caleb (Ansel Elgort) fogem de cerca de 50 pessoas da Audácia. Todos os 50 com armas na mão e atirando nos três e ninguém leva nem um tiro sequer, é meio ridículo. Os atiradores da Audácia têm miras excelentes, a cena forçou a barra um pouco.
  • O EDWARD (que não é o Edward que aparece nos livros e que vimos brevemente no primeiro filme)! Desde que vi Divergente, fiquei me perguntando o que seria feito do Edward no segundo filme, já que foram inteligentes o bastante para cortar a cena de Divergente em que o Peter o esfaqueia com uma faca de manteiga. Eu, Rebecca, particularmente gosto de chamar esse carinha-que-faz-o-Edward-mas-que-não-é-o-Edward de O Incrível Inominável Sem Facção Que Não É O Edward.

fonte: we heart it

  • A luta no trem é bem extremamente, tipo wtf? desnecessária. Por que perder tempo com esse tipo de coisa? Muita coisa do livro poderia ser adicionada se não perdessem tempo com cenas desse estilo.
  • Por que diabos a Tris concorda com a Evelyn e o Tobias não? No livro acontece o exato oposto, não faz o menor sentido.
  • Quando os dois chegam à Franqueza e são presos novamente eles perdem tempo fazendo mudanças inúteis que não acrescentam nada à adaptação. Alguém me explica o que foi a parte em que é o Tobias que sugere que eles usem o soro da verdade nos dois? Por que não fazem do modo simples, como acontece no livro? Outra coisa: nem preciso comentar que os choros e os gemidos da Tris foram revoltantes. A cena do soro da verdade é uma das mais importantes do livro, é quando a Tris decide (e vou dar ênfase nesse verbo, ela decide, não é o soro da verdade, é ela) contar a verdade sobre o Will. Depois disso o Quatro fica chateado com ela por ela não ter contado para ele, mas no filme ele não faz nada, age como se nada tivesse acontecido.
  • Eu sinceramente achei a cena do soro da verdade bem ridícula. Qual é o problema com uma sala e duas cadeiras? Em vez de fazer o lugar simples e deixando a atenção só para os atores decidiram fazer um lugar cheio de espelhos. Por quê? Talvez seja alguma metáfora dos espelhos com a verdade, mas ainda assim: wtf?
  • A parte da invasão dos traidores da Audácia ficou muito boa. Acho que faltou o momento em que a Tris esfaqueia o Eric, mas admito que eles conseguiram adiantar bastante o filme, já fazendo com que o Quatro mate o Eric e eles deixam a Franqueza para encontrar os sem facção.

fonte: we heart it

  • Como vocês já devem ter percebido, nós duas também temos uma pequena muito menor do que com a Shailene desavença com a forma como o Theo James interpreta Quatro ou, no caso, deixa de interpretar Tobias. Porque é isso: Quatro e Tobias podem ser uma pessoa, mas são duas facetas completamente diferentes dela. Nós sentimos que Theo faz muito bem a faceta Quatro, mas deixa a desejar na Tobias. Nos momentos em que ele deveria ser mais vulnerável (Tobias), ele se torna um bad boy raivoso (Quatro). Neste momento do filme, estamos de volta aos sem facção. No livro ele está confuso, foi abandonado pela mãe e não sabe se pode confiar nela. Mas a vontade de acreditar que ela voltou para ele para se redimir do que fez e voltar a ser sua mãe é tão grande que ele não percebe como ela o está manipulando. A Evelyn (Naomi Watts), que é retratada de forma muito positiva no filme, na verdade é egoísta e só quer derrubar a Jeanine (Kate Winslet) para tomar o poder da cidade.
  • Foi neste momento do filme que eu quase levantei a bunda da cadeira e fui para a casa dormir. POR QUE A TRIS PERDE A VIRGINDADE PARA O QUATRO??? No livro ela nem sequer tinha dito que o amava ainda e, vamos combinar, os dois são caretas, eles nasceram na Abnegação, mal se beijam em frente dos outros, é muito cedo para algo assim! É revoltante. Para mim foi o momento mais irritante do filme. Sem contar que a Tris faz isso logo antes de se entregar para a Erudição, fica parecendo até sacanagem dela. Cliché much?
  • É agora que fica claro que o filme tem um objetivo diferente do livro. No livro a Jeanine ataca a Abnegação para evitar que uma informação de fora da cidade seja liberada para toda a população, ela não quer destruir a sociedade que eles têm e por isso não quer que as pessoas saibam que existe alguma coisa além das plantações da Amizade. Desde o começo de Insurgente, a Tris escuta uma conversa do Marcus com a Johanna na qual eles discutem isso e fica o livro todo querendo saber que informação é essa importante o bastante para fazer com que alguém destrua uma facção inteira e – depois ela descobre – fazer com que seus pais arrisquem sua vida para protegê-la. No filme, a Jeanine nem ao menos sabe que informação é essa e, para descobrir, precisa encontrar um divergente forte o bastante para passar cinco simulações (uma de cada facção) e liberar a informação. Ela vai testando diferentes divergentes e descobre que a única capaz de liberar a mensagem é a Tris. Quando a Tris chega na Erudição ela começa a ser testada e descobre que o Caleb está do lado de Jeanine. Eu achei essa parte pouco ressaltada no filme. O Caleb é um traidor, a Tris quase morre quando descobre isso.

fonte: we heart it

  • A parte em que o Peter salva ela é legal, mas de novo preciso comentar da dificuldade do Theo de mostrar o lado sentimental do Tobias. Poxa! A menina que ele ama supostamente morreu e ele não derrama uma única lágrima, simplesmente parte para cima do Peter. Não faz o menor sentido.
  • Depois disso a Tris decide voltar para liberar a mensagem porque ela precisar saber, volta e consegue soltar a mensagem que é praticamente a mesma do livro. Quando Jeanine vê a mensagem pede para que os guardas destruam-na, mas é aí que acontece a cagada. A Evelyn aparece com os sem facção para tomar o poder da Jeanine e simplesmente concorda em mostrar a mensagem para a cidade toda. A Evelyn não é uma pessoa boa! Ela também não quer que as pessoas saibam que podem sair da cidade, ela quer manter as pessoas lá para que ela possa governar. No fim, não é nem a Tori que mata a Jeanine, ela nem aparece direito no filme.
  • Um fato que me incomodou o filme todo: a Tris não chamou o Quatro de Tobias nenhuma única vez. Quem leu os livros sabe a diferença que tem entre os dois nomes.
  • E mais uma vez eles não colocaram a frase que eu considero a frase da Tris e do Tobias: “Queria que estivéssemos sozinhos— diz ele. — Eu quase sempre quero isso — respondo”.

Ufa! É isso. Uma longa lista, não é? Mas foi um longo filme, cheio de xingamentos reclamações. Saímos de lá esgotadas, com as esperanças baixas para o que nos aguarda para os próximos dois filmes. Sério, não vejo necessidade para fazer dois filmes de Convergente e isso me dá muita raiva. Convergente é, na minha mais sincera opinião, o livro mais fraco da série – não só pela explicação que eu não gostei nem um pouco do motivo para as facções existirem, mas por outros motivos também.

fonte: we heart it

fonte: we heart it

Conclusão: a série de Divergente tem um elenco devastador, uma matéria prima – os próprios livros – com uma história muito bem bolada e que te entretém até o fim, mas sua execução – ou seja, a forma como a passaram para as telonas – deixa à desejar àqueles que amaram os livros. Enquanto conversávamos depois de sair do cinema, eu e a Flá concordamos que os filmes são muito bons – visualmente, principalmente – se você não leu os livros antes. Porque, sinceramente? Como adaptação fiel, os filmes passam longe – talvez não tanto quanto Percy Jackson, mas quase.

Mesmo assim, ano que vem nós duas, com certeza, estaremos lá na pré-estreia, arrancando os cabelos, xingando muito, mas extremamente ansiosas! Acho que jornalista gosta de sofrer, né?

E é isso, pessoal! Espero que tenham gostado! 😀

Beijos!

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8 comentários sobre “Crítica: Insurgente (livro x filme)

  1. Rachel disse:

    Outra postagem em que concordo com cada palavra. Muita mudança para pior. O filme, como super produção, foi muito bom, mas como roteiro adaptado merece o Framboesa de Ouro haha

  2. layanem disse:

    Destruiu as minhas expectativas sobre o filme! hahahah
    Droga, achei que ia ser bom.
    Não consegui ler Insurgente porque achei chato, mas muita gente elogiou o filme, que isso x.x
    Deprimida :c

  3. Dias disse:

    Muito boa a crítica!
    Eu não gostei nem um pouco do filme. Na verdade achei perda de tempo vendo ele.
    já vi várias adaptações de livros, na maioria das vezes me decepcionam.. mas essa me decepcionou bastante. Sei que filmes de livros nunca são fiéis o bastante, mas já assisti muitos filmes que quase não tiveram mudanças significativas.
    Agora vamos ver o que vão fazer em convergente.. que aliás concordo com você quanto a explicação que deram para as facções.

  4. Cézar Augustus disse:

    Faltou você mencionar também a surra que Tobias dá no pai, para poder ganhar moral com a audácia. Sabemos que no livro ele também o faz como tentativa de livrar-se de um dos medos. E com o passar do tempo, percebe que além de não ajudar muito, Tobias fica com receio de se tornar igual ao pai.
    Seria uma cena muito legal e de fato eu esperei que acontecesse…
    Outro detalhe é que na mensagem NÃO É MENCIONADO O NOME da mensageira: Prior. E dá a entender que todos ficam felizes em querer sair da cidade, incluindo Evelyn… Só quero ver como eles corrigirão, ou não, isso no terceiro filme…

  5. Daniela Lima disse:

    Mesmo sabendo que teria spoilers eu resolvi ler! Ainda não li os livros (porque quando vi o filme divergente nem sabia que existiam os livros! Apenas baixei um filme novo!), mas assim que soube, quis lê-los. Porém, minha amiga (a qual pedi os livros emprestados) disse que o filme era muito diferente e que era melhor não ler! Como eu sou mil vezes mais crítica que ela com relação à adaptações, preferi não ler os livros agora e só depois que toda a série acabar nos filmes é que vou pegar para lê-los como se nada tivesse acontecido (uma tarefa quase impossível!).
    Mas não resisti à curiosidade e vim aqui ver o post e adorei!! Vocês certamente pensam muito como eu! Acho que certamente a Tris perdendo a virgindade desnecessariamente tb me faria querer levantar da cadeira! Rs!! Até porque, em nenhum momento do Insurgente ela diz que o ama (e no Divergente só fala mesmo pra tentar acordar o Four).
    Infelizmente, os autores não tem o mesmo pensamento que a gente! Pq se tivessem, paravam de pensar um pouco nas cifras e exigiria um filme mais condizente com a verdade do que escreveu! Porque é o que os fãs gostam de ver!!
    P.S: o mais engraçado é que como pior adaptação eu tb citei o Percy Jackson pra essa minha amiga e isto porque nem consegui ver o filme inteiro!

  6. Bruno disse:

    Procurei bastante na internet para ver se eu não estava ficando doido… O filme pegou a essência do livro e transformou em algo quase totalmente diferente!!! Gostei muito do filme, por isso resolvi ler os livros… mas, nada haver… se fossemos fazer uma lista do que é diferente do filme ficaríamos hosras redigindo… fora que pelo que me lembro que a Tris não sofreu tanto com o suposto tiro no ombro e que nunca mais conseguiu atirar… como o post diz… wtf!!!! Rsrsrsrsrsrsrsrs

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